segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aos 50 anos, Brasília vive um "boom" imobiliário

Aos 50 anos, Brasília vive um crescimento acelerado do setor imobiliário. Apesar das limitações impostas pelo plano arquitetônico da capital, que proíbe a construção de prédios com mais de seis andares e impede a modificação do desenho original da cidade, o ramo cresceu mais 80% nos últimos cinco anos. A estimativa é da Associação do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi). Para atender a procura por imóveis, o foco, segundo empresários do setor, é expandir para cidades satélites, como Samambaia e Ceilândia.
Com o déficit de oferta no Plano Piloto- zona central do DF- e o consequente aumento dos preços dos imóveis, a classe média procura apartamentos espaçosos e mais baratos, mesmo que mais distantes do centro. A expectativa para 2010 é um avanço de 20% no setor imobiliário, segundo o presidente da Ademi, Alberto Valadão.
“O mercado do Distrito Federal é muito aquecido. A estratégia agora é expandir para as cidades satélites, com prédios modernos, áreas de lazer, e mais baratos”, disse. O preço em conta, no entanto, não costuma durar muito. Quando os primeiros apartamentos de luxo foram lançados no bairro de Águas Claras, a 19 km de Brasília, o metro quadrado custava R$ 1,5 mil. Cerca de cinco anos depois, o preço passou para R$ 4 mil.
O mais novo empreendimento da capital é o Setor Noreste, que oferece projetos de apartamentos de luxo com amplo complexo de lazer. O novo bairro, lançado em junho de 2008, ainda está em construção, mas o preço dos apartamentos tem aumentado de forma acelerada. O metro quadrado já custa entre R$ 8,5 mil e R$ 14 mil.
“Investir em imóveis em Brasília é lucro certo. Não tem como perder dinheiro, é um investimento seguro. Os preços tendem a aumentar porque a procura é maior do que a oferta”, explicou o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Hermes Alcântara Filho.
O presidente da Ademi também reforça que a capital oferece condições seguras de investimento. Segundo Valadão, o mercado imobiliário foi pouco afetado pela crise financeira internacional. Vários funcionários públicos moram na cidade, que possui a maior renda per capita do país. “O funcionário público tem convicção de que não vai perder o emprego ou ter o salário reduzido. Por isso, durante uma crise, não deixa de comprar”, afirma Valadão.
Crédito imobiliário
Um dos fatores da expansão do setor imobiliário no DF é o aumento do crédito concedido por bancos tanto para o financiamento de construções, quanto para a compra. A Caixa Econômica Federal, por exemplo, passou de um empréstimo ao setor de R$ 142,2 milhões, em 2005, para R$ 1,79 bilhões em 2009. A expectativa do banco para 2010 é disponibilizar R$ 1,95 bilhões.
A tendência é o aumento continuado do crédito, que vai provocar aquecimento da demanda e da oferta. Os preços, no entanto, devem continuar a subir, porque a procura ainda é maior e deve continuar assim"
O Banco do Brasil começou a fornecer crédito imobiliário no DF em julho de 2008 e já pretende empresar R$ 7 bilhões para o setor ao longo de 2010. Já o Banco de Brasília, que também começou a atuar na área há dois anos, passou de um financiamento de R$ 136,1 milhões, em 2008, destinados compra e construção de imóveis, para R$ 187,66, em 2009.
Segundo Alcântara Filho, o aumento da concessão de crédito estimulou tanto a procura quanto a oferta. “A tendência é o aumento continuado do crédito, que vai provocar aquecimento da demanda e da oferta. Os preços, no entanto, devem continuar a subir, porque a procura ainda é maior e deve continuar assim”, disse.
Fonte: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/04/aos-50-anos-brasilia-vive-boom-imobiliario.html?utm_source=g1&utm_medium=email&utm_campaign=sharethis

Um comentário:

  1. BOLHA IMOBILIARIA de Brasília, proxima a estourar até 2011, conforme estudo UCB - DF/TV - 17-04-2010

    "O índice bolha abaixo de 20 significa baixo risco especulativo e retorno de investimento maior que 5%, ao ano, para o locador. Foi o caso de apartamentos de dois quartos em Águas Claras. Entre 20 e 40, quer dizer bolha em formação e retorno entre 2,5% e 5% ao ano. O índice foi encontrado nas Asas Sul e Norte, no Sudoeste e em apartamentos de três quartos em Águas Claras. Acima de 40, há grande probabilidade de a bolha estourar. "

    "EUA começou assim, os especuladores para não perder tanto dinheiro vão vender no preço que vale é os imóveis exem

    http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1572470-10039,00-PESQUISA+APONTA+RISCO+DE+ESPECULACAO+IMOBILIARIA+EM+BRASILIA.html

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